O uso de Microorganismos para limpar o solo

Posted on agosto 8, 2010

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“A biorremediação é um processo ou estratégia que busca detoxificar o solo ou outros ambientes contaminados, fazendo uso de micro-organismos – fungos e bactérias e também de enzimas.”

Cientistas do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) provaram que é possível capacitar bactérias na reabilitação de solos contaminados de metais pesados.

Investigadores do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) demonstraram que se pode dar resistência às bactérias a elevadas concentrações de metais pesados, mantendo a sua capacidade de degradação.

O Grupo de Reacção e Análises Químicas (GRAQ) do instituto realizou um estudo sobre a utilização de bactérias na recuperação de solos poluídos, onde o grande obstáculo é o facto de estas serem sensíveis à presença de poluentes que inibem a sua actividade.

A recuperação dos solos através de processos biológicos já é muito usada em todo o Mundo devido aos seus reduzidos custos, só que por vezes torna-se inviável por causa da presença de metais pesados.

O projecto desenvolvido pelo GRAQ, em parceria como o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), demonstrou “que é possível recuperar solos em casos originalmente adversos e proibitivos, recorrendo a bactérias treinadas para actuar nessas condições”, afirmou ao Expresso a coordenadora científica do GRAQ, Cristina Martins.

A equipa de investigação usou nas suas experiências metais pesados e dois compostos orgânicos que aparecem habitualmente em solos contaminados com gasolinas e solventes de metais, o TCE e o MTBE.

Depois arranjou bactérias resistentes aos metais que, introduzidas nos solos contaminados, mantiveram a sua capacidade de degradação desses compostos orgânicos, continuando a trabalhar.

“Os metais presados serviram, no fundo, como ‘alimento’ das bactérias, porque estas alimentam-se de sais minerais”, explicou Cristina Martins.

Em Portugal o uso de processos bíológicos de remediação dos solos é muito raro. No caso dos metais pesados, as técnicas eletroquímicas para os remover são as mais frequentes.

“O objectivo é sempre ser mais eficiente e económico”, salienta a mesma cientista, acrescentando que em solos menos contaminados com gasolina, como esta é muito volátil, usam-se as chamadas técnicas de extracção de vapor (através de uma corrente de ar).

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